terça-feira, 9 de outubro de 2012

Medicamentos em idosos


O aumento da população idosa, o emprego de vários medicamentos por este grupo etário e à ocorrência relativamente comum de prescrições inadequadas, associações redundantes e interações medicamentosas potencialmente prejudiciais, tornam esse tema particularmente interessante.
É importante verificar a qualidade da administração de medicamentos aos idosos, assim como relacionar o tipo de droga utilizada com o perfil do indivíduo, levando-se em consideração, além do estado fisiopatológico, fatores como sexo, idade e condições socioeconômicas.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa no Brasil vem crescendo quase oito vezes mais que os jovens e quase duas vezes mais que a população geral, passando de 6,3%, em 1980, para a cifra estimada de 14% no ano de 2025, o que em números absolutos constituir-se-á na sexta maior população de idosos do mundo.
Com o aumento da população de idosos se observa aumento do consumo de medicamentos por essa população. A maioria (mais de 80%) utiliza, pelo menos, um medicamento por dia, e cerca de um terço consome cinco ou mais simultaneamente. O referido público chega a constituir cerca de 50% dos multiusuários, por causa do aumento da prevalência de doenças crônicas com a idade.
Entre vários fatores se deve atentar para o uso irracional. Observou-se que entre os medicamentos administrados a idosos, 16,2% eram indicados por amigos, vizinhos, farmacêuticos, visto que no total,8,7% eram de suplementos vitamínicos, 8,4% eram analgésicos e 6,1% eram psicolépticos. Estatisticamente 10% a 20% das causas de suas internações hospitalares agudas deve-se ao uso impróprio de medicamentos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Essa matéria chegou em boa hora, estava precisando de orientação tão correta como essa! Valeu amigo!