segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Disposição de escretas na zona rural


Em área rurais a destinação adequada das excretas não é meramente um problema técnico. O uso de fossas secas e outros tipos de latrinas têm sido considerados uma conduta apropriada e relativamente barata. Um número considerável de modificações dessas latrinas tem sido proposto para as mais diversas situações nas quais circunstâncias adversas como terreno rochoso e lençol freático muito superficial têm que ser superadas.
Na grande maioria das vezes a dificuldade com a destinação dos dejetos na zona rural consiste em convencer as pessoas a usar e a manter a latrina, o que só poderá ser conseguido com programas de educação sanitária.  Ocorre, no entanto, que mesmo com programas de educação, frequentemente as latrinas são construídas, mas não são usadas ou mantidas.  Algumas experiências em programas de educação sanitária têm evidenciado os seguintes princípios que podem auxiliar a conduta de pessoas envolvidas num programa de implantação de latrinas:
(a) A disposição de excretas é um assunto delicado para o povo que tem, normalmente, fortes preferências culturais.  Assim é por demais importante envolver a comunidade em todas as fases da implementação do programa. Tem sido verificado que uma modificação de uma prática existente ou tipo de latrina pode ser mais fácil de colocar em prática do que uma tecnologia nova;
(b) O povo tem dificuldade de perceber a relação entre o uso de uma privada higiênica e a melhoria da condição de saúde de modo que esse argumento não pode ser normalmente, usado como motivação para o uso de um novo tipo de latrina. Tem sido observado que os argumentos que mais motivam as pessoas para  essa mudança são a possibilidade de usar a excreta na agricultura, por exemplo, e o desejo de ter mais privacidade;
(c) As latrinas que se tornam sujas, por falta de manutenção, têm sido sistematicamente abandonadas pelos usuários além de se tornarem focos de contaminação.  Tem sido evidenciado que privadas sujas, na zona rural, causam mais riscos de saúde que a prática da defecação eventual por trás das moitas.
A seguir um exemplo de um sanitário adequado para onde não houver “água encanada”! Quando o acúmulo de fezes chegar a 0,60-0,80m da tampa o sanitário deverá ser desativado, a casinha removida e o buraco completado com terra. Depois de um ano, uma árvore (pode ser uma fruteira) pode ser plantada no local, pois o conteúdo já se tornou um bom adubo orgânico.
Fonte: SANEAMENTO/ CARLOS FERNANDES (http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/)
 

2 comentários:

Anônimo disse...

Apesar de não ser a área dela, parece que estou vendo minha filha falando!

MUITO LEGAL!

Felipe melo souza disse...

Vir nesse blog por recomendação,muito bom mesmo,fiquei feliz por não perde meu tempo,eu tava precisando de grampo de celular e me recomendaro esse aqui http://www.espiaosip.com.br/celular-espiao.html sera que é bom?alguem ja ouvi falar?abraços,e parabens pelo blog