terça-feira, 23 de outubro de 2012

Datas: Saneamento público na Antiguidade

4000 a.C. – Algumas cidades descritas pelos historiadores já possuíam infra-estrutura sanitária.
4000 a.C. – Utilização de sistemas de irrigação na Mesopotâmia.
3750 a.C. – Construção da galeria da cidade de Nipur, Índia.
3200 a.C. – Utilização de sistemas de água e drenagem no Vale dos Hindus.
2750 a.C. – Utilização de tubulação de cobre no palácio do faraó Chéops.
2600 a.C. – Construção de condutos subterrâneos para a deposição das águas servidas ao longo de Tel-Asmar, próximo a cidade de Bagdá. Por esse ápoca já existiam reservatórios de terra e a utilização de captação subterrânea, pelos povos orientais.
2000 a.C. – Utilização de sulfato de alumínio na clarificação da água pelos egípcios.
2100 a.C. a 1700 a.C.– Execução de sistemas de drenagem em mármore na cidade de Kahum, Índia.
2000 a.C. – escritos em sânscrito sobre a água de beber – armazenamento em vasos de cobre, filtração através de carvão, purificação através de fervura ao fogo, aquecimento ao sol ou introdução de uma barra de ferro aquecida na massa líquida, seguida por filtração através de areia e cascalho grosso.
1500 a.C. – Utilização da decantação da água pelos egípcios.
1000 a.C. – Identificação, por estudos paleontólogos em ruínas egípcias, da existência de doenças como esquistossomose, a poliomielite e a tuberculose, em formas semelhantes às manifestadas na atualidade.
Séculos V e IV a.C. – O corpo hipocrático (*) – obra contendo registros sobre descrições clínicas de enfermidades como caxumba, bócio, resfriados, pneumonias e febres maláricas. Um de seus livros, Dos ares, águas e lugares, destaca-se por ser a primeira obra a relacionar fatores do meio físico e a ocorrência de doenças. Descreve a importância das técnicas de filtração e a fervura da água. Os termos endemia e epidemia já eram utilizados pelos autores.
Séculos VII a.C. e IV d.C. – Império Romano – nesse período Roma era abastecida por um sistema de 11 aquedutos, perfazendo um total de 422 km de extensão. O consumo de água era de 100l/hab.dia.
Século VI a.C. – Implantação, entre os montes Palatinos e Aventino, Roma, de drenos subterrâneos para drenagem das águas de infiltração e para a coleta de esgotos. O coletor tronco desse canal denominou-se Cloaca Máxima, que permanece ativa ainda na atualidade.
Séculos IV a.C. – Construção de um sistema de drenagem nos pântanos das Paludes Pontinas, ocupando uma área de 1200km² ao longo dos 17km de extensão da Via Ápia, Roma.
(*) Hipócrates (460 -377 a. C.)  Famoso médico grego de Kós, uma das ilhas do arquipélago de Dodecaneso, na Grécia atual, extremo sul do Mar Egeu, sudoeste da Turquia, figura símbolo da medicina na antiguidade (Ver Só Biografias).

Fonte: FERNANDES, C. – Esgotos Sanitários, Ed. UFCG, João Pessoa, Paraíba, 1999

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