sábado, 29 de setembro de 2012

Momento lírico 75

UM SÍMBOLO DE INFÂNCIA
(Karl Fern)

Fui crescendo venerando a imponência dela
Na linha do horizonte harmônica e majestosa
Encenando atingir o céu, radiante e poderosa
Compondo parte de uma universal aquarela
Jamais mirei outra mais nobre e tão bela
De um misticismo simbolista e mui poético
Com o seu topo enigmático, reto e estético
Muito me encantava quando ali fui criança
Como se dissesse tenha sempre na lembrança
Que na natureza tudo é perfeito e profético!

Solitária alçava-se como um grande altar
Referência percebida de todos os recantos
Ostentando-se vaidosa com seus encantos
Na sua forma aparentava querer me abraçar
Mas tão distante não conseguia me alcançar
Hoje recordo como sentindo aquele abraço
Como se tivesse me abrigado eu seu regaço
Acalentando-me nas horas que estive triste
Sentindo-a contar estou cá porque Deus existe!
Está comigo, está contigo e em todo o espaço!

Este poema não vai flutuar entre obras-primas
Infelizmente não tenho um cacife para tal
Mas tento manifestar um sentimento real
Nesta modesta forma de versos e rimas
De modo expor minhas mais nobres estimas
Para essa figura pra mim mais que mimosa
Colírio de muitos, pra quem conhece formosa
Um monumento natural, esplêndido e terno
Símbolo de São Roque, rincão de amor eterno
Falo da inesquecível e imutável Serra da Raposa!

Um comentário:

Anônimo disse...

Que perfeito! Encantador como tantos outros!Você pode não até não ter cacife, mas tem um bom gosto de dar inveja....a boa inveja, é claro!

Parabéns poeta!