sábado, 25 de agosto de 2012

Momento lírido 63


DEVANEIO 2
(Karl Fern)

Chuva que cai fria fininha suave
Umedece a calçada
A rua
O jardim agua.
Respinga em mim,
Ressoa no telhado
Deixa tudo molhado
Esconde o céu estrelado
Contínua, fecunda, benvinda...
Oh chuva querida
De suave cantiga
Caindo gotinha a gotinha
Persistente, mansinha.
Faz-me sonolento,
Preguiçoso, dengoso, carente, triste, pensativo,
Dolente, cativo...
Assim como eu, você segue também,
Buscando companhia,
Mas continua caindo... sozinha.
Nem a ajuda do vento
Lhe trás novo alento,
Olhai meu tormento
Sem rumo no mundo
Somos solitários os dois,
Logo mais sem depois!

2 comentários:

Anônimo disse...

Surpreendente a nova forma de escrever poema de uma maneira que sempre admirei, e que ainda não tinha encontrado nesta página,
um belíssimo relato da solidão do poeta com a solitaria chuva que cai! Grato por me emocionar!

Anônimo disse...

ADOREI MUITO! AGORA SEMPRE QUE CHOVER COM CERTEZA VOU LEMBRAR DESTE POEMA!

MUITO ESPECIAL PRA MIM!