sábado, 5 de maio de 2012

Uma fossa séptica padrão

As águas servidas e de esgotos sanitários contaminam o ambiente, principalmente as águas e solo, pondo em perigo a vida das pessoas que vivem ou passam no local ou consumem de alguma forma os produtos dali. A febre tifóide, as disenterias, assim como várias outras doenças, são transmitidas por micróbios existentes nas águas servidas e de esgotos.
Nos sítios, em subúrbios, onde não existe rede pública de esgotos, e em situações semelhantes, uma fossa séptica protege a saúde das famílias e assegura a higiene do local. Uma fossa séptica bem construída possibilita um serviço de esgoto eficiente, evita a contaminação da águas superficiais e subterrânea e a poluição do ambiente com lamaçais e maus cheiros.
Há vários tipos fossas sépticas, mas deve ser lembrado que só a fossa não é suficiente. Há necessidade de uma unidade secundária. Só a fossa retém apenas 40% da contaminação. Em terrenos argilosos e rochosos ou onde o lençol freático é raso, recomenda-se a construção de filtros biológicos (caso de Jardim do Seridó) A construção de um filtro reduz em mais 50%. Com mais uma unidade filtrante chegamos a 99% de redução. Uma redução satisfatória.
Assim, destina-se a fossa séptica, em princípio, a separar e transformar a matéria sólida contida nas águas de esgotos, e descarregar no terreno, onde se completa o tratamento, os líquidos  A altura mínima do líquido, para que a ação das bactérias se processe em boas condições, é de 1,20 m.
A seguir apresento as dimensões de uma fossa com dois filtros, suficiente para tratamento de esgotos de uma casa com cinco pessoas e para uma limpeza dessa fossa de dois em dois anos, calculados segundo recomendações da FUNASA e Normas da ABNT!


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