quarta-feira, 18 de abril de 2012

A evolução da higiene pessoal no Brasil

As práticas de higiene variam ao longo da História. Na Antiguidade, por exemplo, a água era sagrada e vários deuses tinham sua existência relacionada com a água. Na Idade Média, apenas as mãos e o rosto eram lavados e na Idade Moderna europeia, a situação tornou-se pior, pois se acreditava que o banho dilatava os poros e, assim, facilitava a entrada de doenças no corpo. Somente a partir da primeira metade do século XIX, como o desenvolvimento da microbiologia é que se começou identificar a relação de uma série de doenças com a falta de higiene. Foi aí que o banho passou a ser encarado como prática de conservação do corpo.
Mais de três séculos antes disso, há 512 anos de hoje, a esquadra de Pedro Álvares Cabral desembarcou na Bahia e encontrou aqui índios pelados, depilados, exibindo dentes alvos, cabelos bem lavados, troncos, pernas e braços musculosos. Por outro lado, além da dita “civilização”, os conquistadores trouxeram também a sujeira. Os portugueses eram barbudos, imundos e com muitas doenças que não existiam por aqui. O gritante contraste era justificável, pois, se os europeus costumavam tomar um banho a cada seis meses, os nativos banhavam-se várias vezes por dia.
Na realidade, a práticas higiênicas no Brasil só começaram a mudar a partir do início do século  XX, principalmente depois de atuações de grandes sanitaristas nacionais como o Engenheiro Saturnino de Brito. Até antão a sujeira física dos brasileiros era notória e as cidades eram grandes focos de doenças.
Para os mais revoltados, além da falta de higiene, os portugueses também trouxeram outras imundícies hediondas, tais como a sujeira da corrupção, da falta de caráter, da violência, da ganância e vários outros péssimos costumes que tanto atormentam a vida dos bons e honestos brasileiros.

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