quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Consumo de adoçantes

Adoçante não é alimento e deve ser usado com orientação de um médico ou nutricionista principalmente para diabéticos e pré-diabéticos. Pessoas com deficiência na absorção do hormônio insulina ou o pâncreas não o produz.
Cinco gotas do produto equivalem, em geral, a uma colher de chá de açúcar. E um sachê corresponde a duas colheres de chá de açúcar.
A sucralose adoça 600 vezes mais que a sacarose, a sacarina adoça 500 vezes mais e o aspartame tem capacidade de adoçar 200 vezes mais.
O adoçante agrada ao paladar, mas não é alimento e não satisfaz a necessidade de glicose pelo organismo. A maioria dessas substâncias entra e sai do organismo, pela urina, sem ser metabolizada, com exceção do aspartame e do ciclamato que são parcialmente absorvidos.
A recomendação da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Para Fins Especiais, a Abiad, recomenda um consumo com base no peso de cada pessoa. Para saber quanto se pode consumir por dia de adoçantes em mg/kg de peso, use as seguintes frações: aspartame = 40, acessulfame = 15, sacarina = 5, ciclamato = 11, sucralose = 15 e estévia = 4.
Por exemplo, o consumo diário aceitável para uma pessoa que pesa 90kg (multiplique as frações citadas por 90): aspartame = 3600mg/dia, acessulfame = 1350mg/dia, sacarina = 450mg/dia, ciclamato = 990mg/dia, sucralose = 1350mg/dia e estévia = 360mg/dia.
Dicas:
1. O uso excessivo de adoçantes pode provocar dor de cabeça ou disenterias, principalmente se o consumidor for intolerante à lactose (sintoma comum em pessoas com mais de 50 anos de idade);
2. O melhor mesmo é tentar se acostumar ao gosto natural dos alimentos, seja um suco de frutas ou um cafezinho.
Fonte: G1, 08/02/2012, São Paulo

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