sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sistema de Esgotamento Sanitário / JS

Fico muito preocupado quando leio notícias sobre problemas sanitários e percebo que as pessoas envolvidas acham que resolveram o problema, quando na realidade debelaram apenas uma situação de estética desagradável, quiçá de desconforto localizado.
Na realidade, o problema de saneamento básico é um problema de saúde pública de difícil mensuração em poucas palavras como requer este espaço. Não deixo de reconhecer que há boas intenções de parte dos responsáveis por este setor da administração, porém o desconhecimento da dimensão do problema é patente quando percebemos o entusiasmo de como suas limitadas ações são divulgadas.
Na realidade, no caso de esgotamentos, a cidade necessita da construção de pelo menos três interceptores: um margeando o Rio Cobra desde a COHAB, outro saindo da rua Martinho Ferreira, nas margens do Açude Comissão, e margeando o canal, e um outro ao lado do Rio Seridó desde a altura do ponte. Os três deveriam ser reunidos nas proximidades do Cemi­tério de onde os esgotos coletados deveriam ser bombeados para um sistema de lagoas de estabilização que deve­ria se situar a altura do Sítio São Gonçalo.
Alguém já se preocupou com a quantidade de lama de esgotos sanitários acumulada nas proximidades da foz do Rio Cobra? Já imaginaram quantos problemas de saúde as pessoas das vizinhanças tem sofrido por causa daquele lamaçal.
Ora, estes problemas vão desde disenterias adquiridas quando alguém toma o leite de vacas alimentadas daquele capim ou comem outros alimentos produzidos rio abaixo, até os casos de cânceres que devem estar surgindo pelo consumo de água a jusante. Tenho certeza que se fizer um levantamento os casos de cânceres em Jardim eles têm crescido nos últimos anos (Deus queira que eu esteja enganado!).
É evidente que a Prefeitura não tem recursos para arcar com tais serviços, mas eu me sentiria orgu­lhoso de ler uma notícia de que os órgãos públicos estariam elaborando projetos para conseguir verbas do governo estadual e federal para execução de benefícios desta natureza.
Penso que algumas secretarias continuam carentes de titulares conhecedores do seu ofício. Eu não quero ofender, pois sei que certas pessoas são muito bem intencio­nadas, mas só isso é muito pouco. Provavelmente até trabalham bastante, mas devido ao desconhecimento não deixarão nada que lembrem sua administração, a não ser a imagem de um bom prestador de favores, um quebrador de galhos. Desculpe-me mas é quase desesperador perceber que as administrações continuam privilegiando o coração em lugar da eficiência!

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