sábado, 28 de janeiro de 2012

O problema dos lixões

Um assunto que o Ministério Público não pode relaxar é na cobrança para que o poder público tome providências quanto ao lixões. Todos sabem que as soluções para o problema do lixo mais convenientes para nossa região é a “compostagem” ou o “aterro sanitário”.
O aterro sanitário torna-se conveniente e viavelmente econômico para atendimento de populações acima de 50 mil habitantes. Então Jardim do Seridó, Acari, Carnaúba dos Dantas e Parelhas podiam muito bem fazer um projeto e buscar recursos para construir um aterro comum, que serviria para depositar de maneira segura seus detritos sólidos.
Para mim o local ideal é aquela planície do Serrote, entre Jardim e Pare­lhas, pois além de ser uma área hoje semideserta, é pouca habitada, tem uma lâmina de solo removível razoável para movi­mento de terra e é de fácil acesso, pois o local fica oa lado da estrada.
Até quando haveremos de conviver com todas as doenças causadas por lixões contaminados que carreiam micróbios, bactérias e vírus patogênicos e toda sorte de metais pesados diluídos para nossos reservatórios, prejudicando nossa população pelo consumo direto d’água ou quando consumimos o leite e a carne dos animais contaminados, assim como os peixes e outros alimentos proteínicos.
É desesperador perceber que todos os lixões e esgotos do Seridó oriental contribuem diretamente para contaminar o açude Passagem das Trairas. Eu não me surpreenderia se uma pesquisa revelasse que Jardim do Seridó fosse a cidade da região em que mais cresce os casos de cânceres. Provavelmente também casos de doen­ças de pele e de estômago.
Iniciativas como a de um projeto de um aterro sanitário seriam ações que deixariam qualquer gestor na história, mas me parece que suas competências não percebem que o futuro depende das ações do presente. Será que a luz no fim do túnel está justamente no poder e na lucidez do Ministério Público? Felizmente ainda percebemos uma chance de nos mantermos otimistas!

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